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24 de junho de 2026

Quando levar meu filho ao cardiologista pediátrico?

Receber a indicação de uma consulta com o cardiologista pediátrico nem sempre significa um problema grave. Conheça 11 situações comuns que levam a essa avaliação.

O cardiologista pediátrico cuida de toda a saúde do coração da criança — desde situações simples, que pedem apenas uma avaliação de rotina, até condições que realmente exigem acompanhamento contínuo. Conhecer as situações mais comuns que levam a essa consulta ajuda a entender melhor o caminho a seguir.

1. Doença cardíaca já diagnosticada

Se o seu filho já tem o diagnóstico de alguma condição cardíaca, o acompanhamento regular com o cardiologista é essencial para garantir que o coração continue se desenvolvendo bem, a menos que o próprio especialista já tenha indicado que esse acompanhamento não é mais necessário.

2. Suspeita de alteração cardíaca ainda na gravidez

Quando um ultrassom pré-natal ou ecocardiograma fetal levanta a suspeita de alguma alteração no coração do bebê — ou quando não foi possível visualizar bem o coração durante o exame —, é comum que se recomende uma avaliação com o cardiologista pediátrico logo após o nascimento, para confirmar que tudo está bem.

3. Sopro no coração

Um sopro não é, por si só, um diagnóstico — é apenas um som extra percebido durante a auscultação. A maioria dos sopros é completamente normal e não significa doença. Ainda assim, em alguns casos, ele pode indicar uma pequena abertura no coração, uma válvula mais espessa ou com pequeno escape, ou uma conexão extra dentro do órgão. O cardiologista pediátrico é quem vai diferenciar um sopro inofensivo de um que precisa de atenção.

4. Arritmia: batimento cardíaco irregular

Arritmia é quando o coração bate de forma irregular por mais do que algumas batidas seguidas. Sensações isoladas de "coração falhando" costumam ser inofensivas e não exigem tratamento, mas, quando os sintomas são frequentes ou intensos, vale uma avaliação especializada para diferenciar o que é normal do que exige cuidado.

5. Tonturas frequentes (disautonomia)

Tonturas frequentes, mais comuns na adolescência, geralmente não são perigosas, mas podem causar quedas e impactar o dia a dia. Quando a criança ou o adolescente sente tontura com frequência — mesmo bebendo bastante água — vale uma consulta para descartar qualquer relação com o coração.

6. Histórico familiar de problemas cardíacos

Se um parente próximo (pai, mãe ou irmão) teve doença cardíaca ou morreu de forma súbita antes dos 50 anos, pode ser recomendável uma avaliação cardiológica da criança, principalmente se ela também apresenta algum sintoma relacionado ao coração.

7. Dificuldade para ganhar peso

Quando um bebê ou uma criança tem dificuldades persistentes para se alimentar ou ganhar peso — mesmo depois de ajustes na alimentação orientados pelo pediatra —, pode ser hora de investigar se há alguma causa cardíaca envolvida, especialmente se houver outros sinais que o pediatra costuma observar.

8. Pressão alta ou colesterol alto

Assim como os adultos, crianças também podem ter pressão alta ou colesterol elevado, fatores que merecem acompanhamento desde cedo para evitar problemas no futuro.

9. Recuperação após cirurgia cardíaca

Crianças que já passaram por uma cirurgia para corrigir alguma condição do coração precisam manter o acompanhamento regular com o cardiologista pediátrico para garantir uma boa recuperação a longo prazo.

10. Avaliação pré-operatória

Antes de cirurgias que requerem sedação, é comum e recomendável que o cardiologista pediátrico avalie a saúde da criança, para garantir que ela não apresente riscos de complicações durante o período de sedação.

11. Avaliação pré-esportiva

A avaliação antes de atividades esportivas, principalmente as modalidades competitivas e intensas, é realizada pelo cardiologista pediátrico, a fim de garantir que a criança ou o adolescente esteja apto a praticar aquela modalidade, sem riscos à sua saúde.

O que levar para a consulta

Se o pediatra encaminhar seu filho para essa avaliação, pode ajudar levar:

  • histórico de sintomas (quando começaram, em quais situações aparecem);
  • informações sobre histórico familiar de doenças cardíacas;
  • exames anteriores, se houver.

Mensagem para os pais

Receber um pedido de avaliação cardiológica não significa, necessariamente, que existe um problema grave. Muitas vezes, a consulta serve justamente para confirmar que tudo está bem e trazer tranquilidade para a família. O mais importante é manter o diálogo aberto com o pediatra e o cardiologista, tirando todas as dúvidas que surgirem ao longo do caminho.


Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um médico. Cada criança deve ser avaliada individualmente por um profissional de saúde.

Dr. Lucas Naufel — CRM-SP 176.437 | RQE 85.131

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